O que fazer antes de abrir sua empresa

Não é nada fácil abrir uma empresa e diversos fatores têm que ser vistos antes da tomada de decisão. Os riscos têm que ser mitigados ao máximo e o empreendedor precisa saber onde ele está pisando.

Antes de tudo, faça uma análise do segmento em que se pretende atuar. Faça pesquisas, pergunte aos amigos o que eles acham dos potenciais concorrentes e busque fazer uma lista das coisas positivas e negativas da possível futura concorrência.

Todas essas questões devem constar no plano de negócios da empresa. Fazer um Canvas para desde o início visualizar as perspectivas de negócios é bem interessante. A ferramenta dá subsídios para o empreendedor validar o business plan.

Tente também fazer um planejamento financeiro com olho no capital de giro. De nada adianta ter clientes já na fila de espera, espaço no mercado, expertise, se não possui dinheiro para investimento para fazer com que se pague os custos iniciais com a abertura da empresa.

Ao iniciar o negócio, o empresário deve atentar na confecção do contrato social, em que são relacionados aspectos do funcionamento da organização, como nome, endereço e atividade, o capital social, a relação entre os sócios e a divisão dos lucros.

Sempre contrate um contador ou um escritório de contabilidade para ajudar nesses trâmites. Um especialista no assunto também vai dar um help na questão da escolha do regime de tributação que é dividido em três: Simples, lucro presumido e lucro real.

Também é recomendável desde o começo montar uma qualificada rede de fornecedores que garanta segurança para que a entrega dos serviços da empresa seja feita de forma plena. Ou seja, os fornecedores têm ser de confiança ou serem indicações qualificadas.

Parceiros esporádicos também têm que ser confiáveis, assim como a mão de obra empregada em sua empresa necessita ser qualificada. Às vezes a missão de encontrar pessoas preparadas pode parecer árdua, mas o esforço de encontrar alguém compatível não é em vão. Agora pense nessas questões e bons negócios!

Diferenças entre PJ e CLT. Entenda qual a melhor contratação

Muitos futuros empreendedores atualmente tem o sonho de transformar seu negócio em algo rentável e obviamente desejam ter um sucesso profissional.

No entanto, na hora de fazer girar o seu empreendimento, as questões que envolvem o Fisco como tributação, Contratação de funcionários, Receita Federal, alíquota, enfim, geram dúvidas acerca dos riscos que envolvem o seu negócio.

Na hora de contratar os profissionais que irão fazer alavancar os seus negócios é preciso ponderar o seguinte:

Qual tipo de profissional se torna mais vantajoso para a sua empresa: O profissional CLT ou o profissional PJ?

Veja agora as principais diferenças em CLT e PJ:

 

CONTRATAÇÃO DE UM PROFISSIONAL CLT

O profissional CLT é aquele que tem sua carteira de trabalho profissional registrada, o que garante seus direitos perante a CLT.

A CLT – Consolidação das Leis do Trabalho – é uma velha conhecida da classe trabalhadora brasileira. Gestada durante o Estado Novo (1937-1945, período ditatorial comandado por Getúlio Vargas), a CLT finalmente tornou-se lei em maio de 1943 e, com muitas emendas, rege até hoje a maioria das relações de trabalho.

 

Contratar um profissional neste tipo de regime, atualmente é o mais comum. Isso porque um profissional registrado com carteira, garante maior segurança e estabilidade aos empregadores.

Quais os direitos de um profissional CLT?

Com intuito principal de cuidar dos direitos do empregado, a CLT traz inúmeras obrigações para que o empregador possa dar alguma segurança aos seus empregados, dentre eles destacamos alguns:

  • Férias remuneradas acrescidas de um terço do salário;
  • INSS (previdência social);
  • Horas extras;
  • Salário Mínimo;
  • recolhimento do FGTS (fundo de garantia por tempo de serviço);
  • 13º salário;
  • Multa rescisória;
  • Aviso Prévio;
  • Indenização;
  • Diversas licenças (maternidade, paternidade, gala (casamento), nojo (morte));
  • Além de 15 dias com salário garantido em caso de afastamento por doença;
  • Entre outros.

O vale-transporte e o vale-refeição são limitados a determinadas faixas de rendimentos. A legislação permite que o trabalhador desconte até 6% do salário bruto, no caso do vale-transporte. Profissionais com salários mais elevados podem não obter vantagens com este benefício.

De acordo com os dissídios coletivos, outros benefícios podem ser incorporados ao salário, com custeio de cursos, pagamento de contas de telefones móveis, estacionamento gratuito e cota semanal de combustível, participação nos lucros, etc.

O trabalhador CLT arca com parte da contribuição à previdência social (entre 8% e 11%, respeitados os valores salariais, até o limite de R$ 4.400). A partir dos R$ 1.800 mensais, o trabalhador também deve pagar imposto de renda, que fica retido na fonte (é descontado em folha de pagamento). A jornada de trabalho é de 44 horas mensais (8h48min por semana).

São inúmeras as obrigações das empresas para com seus funcionários, sendo assim é imprescindível o empreendedor tomar conhecimento sobre os encargos de cada uma das questões legais – para minimizar os impactos no negócio empreendedor.

 

CONTRATAÇÃO DE UM PROFISSIONAL PJ

A contratação de profissionais como PJ tem crescido e muito nas últimas décadas.

Isso porque muitas empresas veem mais vantagens nesse tipo de contratação, exatamente pela falta de obrigatoriedades que o regime CLT impõe.

Reduzir os custos com esse tipo de contratação é o principal objetivo das empresas de pequeno e médio porte, afinal, neste tipo de regime o empregador não possui a obrigação de arcar com FGTS, INSS e uma série de outros encargos onerosos.

Um trabalhador PJ é um profissional que constituiu empresa, presta serviço para outras e arca com todas as despesas da atividade laboral: pagamento de impostos (IRRF, COFINS, CSLL e ISS), transportes, alimentação, etc.

Mais uma despesa extremamente necessária a que o trabalhador PJ deve ficar atento é o recolhimento da contribuição previdenciária (neste caso, até 20% sobre os rendimentos médios mensais). Sem esta providência, ele ficará desamparado em caso de impedimentos por problemas de saúde e não terá direito à aposentadoria.

A figura do trabalhador PJ só está prevista na legislação quando se trata de prestação de serviço eventual. Se o trabalho, mesmo realizado fora da empresa, for contínuo e regular – e alguns contratantes chegam a pagar 13º e férias, caracterizando a relação de emprego –, o contratante está infringindo a lei e pode ter de enfrentar um processo na justiça do trabalho.

A natureza do trabalhador PJ é a prestação de serviços para várias empresas, sem horários definidos – apenas com prazos a serem respeitados. Por exemplo, um técnico em manutenção de computadores pode fazer conservação e reparos em qualquer dia e hora. O trabalhador PJ deve emitir notas fiscais pelos pagamentos recebidos e é isto que determina o recolhimento de impostos.

Como é feita a contratação de profissionais PJ?

Para este tipo de relação, o contrato específico de trabalho é aferido entre as partes e emitida a nota fiscal sobre o mesmo.

Dependendo do tipo de negócio e profissional à ser contratado, esse tipo de relação diminui os valores à serem pagos pela empresa contratante em cerca de 33%, comparado ao regime CLT, conforme pesquisas relacionadas.

Cuidados com contratação PJ

Alguns cuidados devem ser tomados nesse tipo de relacionamento entre a empresa que contrata e o profissional contratado.

Isso porque neste tipo de relação não pode se ter nenhum tipo de subordinação entre os mesmos, uma vez que este profissional não é um trabalhador subordinado.

Na grande maioria dos casos, principalmente em casos de consultoria, as datas de contratação e expiração do contrato devem ser estipuladas de acordo com o período acordado entre as partes.

 

Ficou alguma dúvida? Deixe nos comentários e compartilhe com outras pessoas interessadas.

imposto de profissional autônomo

5 dicas para profissionais autônomos não ficarem na ilegalidade

Escritórios de Contabilidade são frequentemente acionados por profissionais autônomos em busca de orientações quanto aos impostos que devem ser pagos, já que são prestadores de serviço na condição de pessoa física e não jurídica, ou seja, não como empresa.

Eles não são funcionários de ninguém.

Entretanto, ainda que pessoa física, por prestarem serviços e receberem por eles os profissionais autônomos estão sujeitos a alguns impostos. São eles:

 

INSS

Da contribuição previdenciária não teria como fugir, afinal quem não almeja um dia conquistar a aposentadoria?

Para se ter esse direito ao atingir a idade mínima estabelecida pelo Governo Federal ou a um auxílio-doença e outros benefícios, se necessários, o profissional autônomo deve deduzir sua contribuição previdenciária com uma taxa calculada a partir do valor do recebimento e as faixas de contribuição estipuladas pela Receita Federal.

O recebimento é vinculado ao Recibo de Pagamento Autônomo (RPA).

ISS

O Imposto Sobre Serviço (ISS) é um grande desafio ao profissional autônomo e é um dos principais motivos de sua busca pela consultoria de um Escritório de Contabilidade,  já que cada município possui sua própria legislação.

Alguns municípios entendem que o prestador de serviços deve ter o ISS taxado a cada emissão de RPA, enquanto outros determinam que o profissional faça o pagamento uma vez ao ano. E isso não é tudo.

Além da legislação, o valor a ser cobrado pelo ISS também varia de acordo com o município.

Se o serviço for prestado em outro município, o Escritório de Contabilidade é quem pode e deve orientar sobre onde o ISS é devido.

IRRF

O Imposto de Renda Retido na Fonte também é vinculado ao RPA. O IRRF é retido pela fonte pagadora e atende a critérios estabelecidos em tabela da Receita Federal (até 27,5%)

Ele deve ser informado na Declaração Anual de Imposto de Renda,  a fim de se contabilizar os valores a pagar e a serem ressarcidos sobre os valores obtidos ao longo do ano-calendário.

 

E o RPA? O que é, afinal?

Citado nos três impostos anteriores, o RPA, ou Recibo de Pagamento Autônomo, é um meio de comprovar que um profissional autônomo atua legalmente. Basicamente, é por ele que se recebe pelos serviços prestados e se calcula os impostos a serem pagos.

Para emitir um RPA, é necessário que o profissional autônomo tenha um registro na prefeitura do município onde mora e, ainda, como contribuinte no INSS.

Algumas situações exigem também um registro no conselho de classe relacionado, como por exemplo, Contadores (CRC), Arquitetos (CAU) e Engenheiros (CREA).

Esses e outros conselhos de classe determinam também contribuição sindical.

 

ÔNUS para a pessoa jurídica contratante

A pessoa jurídica que contrata um profissional autônomo arca com o ônus de 20% sobre o valor da remuneração, sem limite!

E é por essas e outras que é recomendado ao profissional autônomo consultar sempre um Escritório de Contabilidade. Somente desta forma que ele se resguardará profissional e financeiramente.

 

Fonte: Contábeis

atrair investidor anjo

6 atitudes para atrair investidor anjo e não parecer um fracassado

Você já procurou saber o que é necessário fazer para atrair investidor anjo ou conseguir fechar contrato com grandes empresas? Acredite, o processo não é tão complicado e isso pode fazer seu negócio crescer em um ano o que sozinho demoraria talvez 10 anos. Por falta de orientação, muitos profissionais acabam não sabendo como abrir empresa sem custo, como pagar menos impostos, como conseguir investidores, enfim, informações que podem ajudar e muito quem quer crescer.

Listamos 6 passos importantes para você seguir:

1. Acredite, os grandes também começaram pequenos

Você sabe o que diferencia grandes empresas das pequenas? Bom, muita coisa, mas principalmente é que as grandes empresas, quando ainda eram apenas “empresas de garagem”, foram atrás de investidores. É o caso da Apple, Google, Microsoft, Amazon, todas elas começaram como a maioria dos profissionais de TI: apenas em uma garagem ou em um quarto onde amigos se reuniam para programar e montar computadores.

Quem assistiu A Rede, ou Piratas do Vale do Silício, sabe que, tanto Mark Zuckeberg, quanto Stevie Jobs e Bill Gates, só cresceram porque precisaram formalizar seu negócio. Sem isso não passariam a imagem de que se tratava de um negócio sério e não conseguiriam atrair os investidores-anjo para crescer e começar a faturar os milhões que hoje faturam.

 

2. Quem são esses investidores?

São pessoas físicas, sendo eles executivos ou empreendedores que já têm conhecimento ou experiência na área. A experiência de um investidor poderá te ajudar a evitar erros que o investidor possivelmente tenha cometido no passado, poupando quantidades significativas de tempo e capital. Além de que, por serem mais experientes e terem mais tempo no mercado, acabam transmitindo mais credibilidade para atrair mais investidores para seu negócio.

3. O que preciso fazer para atrair investidor-anjo?

Você tem que elaborar um checklist de coisas essenciais que uma empresa precisa para ser regulamentada, como por exemplo:

  • Já tem CNPJ?
  • Já elaborou o plano de negócio?
  • Já sabe se pode trabalhar home-office ou se é obrigado a ter um outro endereço comercial?
  • Vocêjá sabe quanto irá pagar de impostos?

Nós da PLANNED temos dois núcleos de atendimento ao cliente: um para grandes empresas, e outro para micro e pequenas empresas, incluindo profissionais autônomos. Destes últimos, a maioria é formada por profissionais de TI, por isso temos uma equipe especializada nessa área, capacitada para analisar o que pode ajudar o negócio de uma empresa ou profissional de TI, como também o que pode prejudicar. Um exemplo, nossa equipe verificou que um dos fatores que atrapalha o crescimento de uma empresa e impede que os sócios consigam investidores é a desinformação. Muitos empreendedores que estão começando na área de TI, acabam cometendo erros como não saber que tipo de imposto a empresa precisa pagar, ou mesmo se precisa pagar, pois dependendo do faturamento inicial da empresa e do tipo de serviço prestado, o profissional pode se enquadrar como Microempreendedor Individual. Nós fazemos todo esse levantamento para ajudar o profissional de TI a manter o foco no projeto dele. Por isso nós trabalhamos com uma linha de serviços focada em micro, pequenas e médias empresas de TI e também para quem ainda não abriu empresa.

Uma forma que a PLANNED procura auxiliar esses profissionais que estão começando é fornecer o serviço de abertura de empresa sem custo, pois entendemos que a maior dificuldade desses profissionais está no começo, onde estão cheios de ideias, e precisam focar sua atenção nos projetos que estão realizando. E é satisfatório ver esses clientes crescendo com esse apoio que damos. Um apoio fundamental para qualquer profissional que quer dar um próximo passo e conseguir fechar contratos com grandes empresas e também atrair investimentos.

Esse é um ponto importante: a dificuldade que profissionais têm de fechar contrato com grandes empresas, por não transmitirem segurança. Por isso ter uma empresa regulamentada, é um dos requisitos principais para atrair o interesse de um investidor-anjo.

4. Se organize

Quer uma dica importante de como estruturar rapidamente o seu negócio para conseguir fechar contrato com grandes empresas? Clique no link a seguir e baixe o modelo gratuito de Canvas do SEBRAE:

https://www.sebraecanvas.com/

Quando um investidor vê essa organização em um empreendedor, passa a perceber que é um negócio sério e não apenas uma aventura. Isso é fundamental para conseguir convencer o investidor a injetar dinheiro na empresa, sem falar que os custos de serviços como esse são pequenos, perto do valor que se pode obter de um investidor-anjo.

Para se ter uma ideia, investidores-anjo querem ver o negócio crescer (e não perder dinheiro). Então, eles “convidam” outros investidores (chamados fundos sementes) para injetar dinheiro na empresa (quantias de 500 mil a 2 milhões).

5. O que é preciso para atrair investidor-anjo?

Anote esses 4 itens:

>>> Inovação

Não significa que seu negócio tem que ser algo novo. Pode ser algo diferente ou feito de forma diferente, mas é preciso ser inovador para proporcionar potencial de crescimento.

>>> Escalabilidade

Um negócio escalável significa que tem mais potencial para crescimento sem depender tanto de pessoal especializado ou investimentos. Mas não significa que um negócio não escalável não possa ter sucesso, é apenas que um escalável transmite mais segurança e um possível menor esforço para investidores.

>>> Mercado amplo

Quanto maior a demanda mais rápido ocorre o crescimento. Portanto, ter um público-alvo amplo também é um atrativo para investidores.

>>> Engajamento

Um empreendedor precisa estar engajado com o projeto. Não pode ser só um sonho ou algo que ele não domina e deixa os outros trabalhando enquanto ele quer estar na praia. Investidores gostam de ver pessoas motivadas e que não têm medo de colocar “a mão na massa”. Ter um empreendedor que consiga transformar sua ideia em realidade é mais valorizado do que um empreendedor que tenha uma ideia sensacional, mas não desenvolva um plano de implementação, ou seja, que não consiga colocá-la em prática.

6 Quais os setores preferidos pelos investidores-anjo?

O setor tecnológico é o mais procurado para investimentos-anjo.

Acredita-se que pelo fato dos serviços tecnológicos terem se popularizado entre todas as camadas sociais, além de estarem presentes em praticamente todos os ramos de atividade, seja na indústria ou comércio, isso gera uma confiabilidade maior para os investidores, uma vez que sempre há demanda de soluções tecnológicas.

Quer saber onde encontrar investidores-anjo e conhecer mais sobre o assunto? Leia mais em:

https://endeavor.org.br/capital/investidores-anjo/

http://www.anjosdobrasil.net/para-empreendedores.html

Na próxima dica, vamos te passar as informações que uma empresa de TI precisa para existir, como você pode pagar menos impostos e conseguir garantia de não precisar pagar multas em casos de erros contábeis.

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